segunda-feira, 14 de julho de 2008

Amazônia brasileira é nova fronteira agrícola da Malásia


Foto - Plantação de palma em floresta da Malásia

O Governo da Malásia pretende estabelecer 100 mil hectares (área 20% maior que a da cidade paulista de Campinas) de plantações de palma na Amazônia brasileira, reportou no dia 9 de julho o site de notícias ambientais "mongabay.com". Malásia e Indonésia são hoje os maiores produtores de óleo de palma, usado principalmente na indústria de cosméticos (ver vídeo do Greenpeace abaixo sobre a Dove) e como óleo de cozinha.

Não por coincidência, os mesmos países apresentam, segundo a ONU, elevadas taxas de desmatamento anual, de 0,65 e 2,0%, respectivamente. Malásia foi o país onde desmatamento apresentou a maior aceleração -85%- quando os índices do período entre 2000 e 2005 são comparados aos da década anterior. No país, a produção de óleo de palma responde por 80% dos cortes de árvores. Crescente também é o uso dessa cultura para a produção de biocombustíveis e, acompanhando as tendências mundiais de busca por alternativas energéticas, aumentos ainda maiores no ritmo do desmatamento devem ser esperados.

Ao que parece, a Amazônia brasileira servirá de fronteira agrícola para a Malásia, e se a idéia parecer boa o suficiente, para outros países com florestas tropicais. É bom ficar de olho.

À propósito, a Folha publicou hoje reportagem da agência de notícias "BBC Brasil" sobre a viagem de Lula ao sudeste asiático. O presidente passou pela Indonésia, onde foram assinados acordos de cooperação, entre eles um na área de biocombustíveis. Não seria oportuno fazer acordos de auxílio mútuo para a preservação das florestas tropicais?

Um comentário:

Zoi di Gato disse...

Ficou bacana a cara nova do blog!